365 motivos para amar Salvador

3 de julho – Museu de Arte da Bahia

Por Carol Andrade

A porta mais bacana da cidade (Foto: Divulgação)

A porta mais bacana da cidade (Foto: Divulgação)

Em meio aos festejos da Independência da Bahia e à história marcante dessa terra, por que não marcar uma visita em um museu? Além do Pelourinho, um dos lugares que mais concentram museus por metro quadrado nesta cidade é o Corredor da Vitória. E se a gente já falou do Museu Geológico, do Museu Carlos Costa Pinto, agora é a vez de falar de um querido ancião.

Fundado em 1918, o Museu de Arte da Bahia (MAB) é o nosso museu mais antigo e um dos mais velhos do Brasil. Quando surgiu, não tinha perfil artístico, estava mais para museu enciclopédico e se chamava Museu do Estado da Bahia. No antigo acervo, reunia gravuras, coleções etnológicas, mobiliário e peças relacionadas às ciências-naturais.

Na década de 20, depois de agregar a coleção particular do médico inglês radicado em Salvador, Jonathas Abbott, a instituição passa então a se chamar Museu de Arte da Bahia. Durante sua vida, Abbott conseguiu reunir cerca de 400 peças de arte, a maioria de pinturas, entre obras brasileiras e algumas internacionais. Considerada uma coleção rara, Abbott pode ter sido o único que reuniu tantas obras do período colonial brasileiro, ainda do século XIX. O acervo se completa com a coleção do baiano Góis Calmon.

Basicamente o museu é dividido em duas grandes sessões:  artes plásticas (pintura e escultura) e artes decorativas, com peças incríveis do mobiliário baiano, além do conjunto de porcelanas orientais e europeias – onde se inclui a coleção de louça histórica brasileira, além de cristais, ourivesarias e outras alfaias. Além dessas exposições  fixas, o museu sempre recebe mostras temporárias, geralmente mais contemporâneas.

Além das exposições, o museu promove outras atividades culturais como recitais e exibições de filmes, além de uma biblioteca especializada em artes plásticas com temas direcionados à História da Arte, Estética e Museologia. A casa que abriga o museu desde 1982 é conhecida como Palacete da Vitória, tem estilo neocolonial e serviu no passado como sede da Secretaria de Educação e Saúde.

Das coisas que mais chamam atenção do museu, a porta de entrada é talvez a maior. Datada de 1674 (já pensou?), a porta era originalmente do Solar João de Aguiar Matos. Com moldura desenhada como trança, a porta de jacarandá e vinhático é toda decorada com rostos ou máscaras em pequenos painéis retangulares de baixo-relevo. Até pouco tempo, a ‘maçaneta’ era uma mãozinha – que me lembrava alguns elementos do filme A Família Adams. A mãozinha de repente sumiu, mas o museu ainda vale a visita.

E no fim do passeio, ainda dá para curtir um cafezinho da lanchonete que fica em uma espécie de varandão nos fundos da casa. Dali, sair andando, curtindo o meio da semana entre as árvores da Vitória e as memórias históricas da Bahia.

This entry was written by carolangom and published on July 3, 2013 at 11:36 pm. It’s filed under museu and tagged , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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