365 motivos para amar Salvador

13 de julho – rock soteropolitano

Por Carol Andrade

The Dead Billies (Foto: Reprodução)

The Dead Billies (Foto: Reprodução)

No dia que o mundo comemora o Dia do Rock, a gente vai de:

Raul Seixas, The Dead Billies, Camisa de Vênus, Brincando de Deus, Cascadura, Úteros em Fúria, Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta, Pitty, Nuvens Negras, Vivendo do Ócio, The Honkers, Retrofoguetes, Crac!, Vendo 147, Velotroz, Malefector, Gozo de Lebre, Lisergia, Theatro de Seraphin, Maglore, Soma, Plane of Mine, Nitera, Quarteto de Cinco, Automata…

O rock acompanha a música baiana de forma presente e constante desde Raulzito e os Panteras. Tivemos momentos marcantes especialmente nos anos 60, 80 e 90, com uma quantidade tão imensa de bandas e artistas criando e fazendo show pela cidade que não dá nem para contabilizar ao certo. A produção pode até ficar em baixa durante algum tempo, mas não para. É muito disco bom no currículo, shows memoráveis, histórias incríveis e fascinantes que não cabem em um post.

O passado do rock baiano traz a Cidade Baixa, a Rua Chile e o Dois de Julho como cenários principais. Tudo nos anos 60, quando só existiam apenas um estúdio e somente uma TV na cidade. Era a onda do iê-iê-iê influenciada pela música gringa e o cinema. Mas não demorou muito pro tempero baiano musical trazer uma leva originalíssima de produções roqueiras espalhadas pela cidade. Pelourinho, Brotas, Amaralina, Jardim dos Namorados, Pituaçu e finalmente o Rio Vermelho. Cada bairro foi ajudando a escrever essa história.

Foto: Divulgação

Úteros em Fúria (Foto: Divulgação)

Foi nos anos 80 que chegou uma galera revoltada com a Ditadura Militar e a fim de radicalizar, o rock ia além do entretenimento. O cenário foi mudando e outras coisas foram aparecendo: Úteros em Fúria é uma das bandas mais queridas e importantes dessa época. Daquelas que influenciaram muita gente para mergulhar no universo rock baiano. Assim como Brincando de Deus, The Dead Billies e já no anos 90, a Cascadura (que na época era Dr. Cascadura) completam o time dos tiozinhos do rock que são referências até hoje.

É claro que se a gente for detalhar, vai aparecer tanto artista, tanta gente responsável pelo rock baiano que nem dá pra imaginar. E o mais interessante é que eram produções das mais variadas possíveis. Apesar de uma influenciar e incentivar a outra, os estilos eram diferentes, não se repetia.

Com a nova geração, o rock baiano ganhou novamente o Brasil, especialmente com Pitty e mais recentemente com os meninos da Vivendo do Ócio. O que não dá para entender é aquela fatídica pergunta: “como é fazer rock em Salvador?” É claro que com o Carnaval, o axé e o pagode exportados, fica parecendo que a cidade se movimenta em volta disso. Mas quem está aqui sabe que fazer rock na capital baiana não é tão difícil como parece, é natural tanto quanto o samba-reggae ou o arrocha.

Raulzito e os Panteras (Foto: Reprodução)

Raulzito e os Panteras (Foto: Reprodução)

Nessa história, muitos lugares viraram o celeiro do rock na cidade. O Pelourinho que foi e ainda é importante pra cena (aliás, hoje rola um especial ao Dia do Rock com a VDO por lá!), o Teatro Vila Velha que foi um dos abrigos do punk baiano nos anos 70, especialmente com a Camisa de Vênus, e ainda o Circo Picolino, Faculdade de Economia e e também Faculdade de Arquitetura, a Krypton, a Casablanca.

E quem não lembra do inferninho Calypso? A Miss Modular, a Zauber, o World Bar, a Boomerangue, o Idearium,? Hoje ainda rola o Portela Café, Dubliners Irish Pub, o Parque da Cidade, o Solar Boa Vista, a Commons Studio Bar e a própria Concha Acústica.

Nesses últimos dez anos, com a internet e especialmente as redes sociais, a organização da cena rock se transformou completamente. É mais fácil e ao mesmo tempo mais disputado fazer rock na cidade. Eaí, será que Salvador é só a cidade do axé mesmo?

Dá pra entender melhor a história do rock baiano com o episódio Rock Maldito do projeto Mê de Música. Confira!

+ infos:
Rock Bahia: História do Rock em Salvador
Senhor F: A história do rock baiano, celeiro do gênero desde os anos 60
iBahia: Mundo Rock
Site: elCabong.com

motivo #194

This entry was written by carolangom and published on July 13, 2013 at 9:20 pm. It’s filed under música and tagged , , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

One thought on “13 de julho – rock soteropolitano

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