365 motivos para amar Salvador

28 de julho – Aconchego da Zuzu

Por Carol Andrade*

Área do quintal com direito a sombra da velha mangueira (Foto: Reprodução/Facebook)

Área do quintal com direito a sombra da velha mangueira (Foto: Reprodução/Facebook)

A gente podia resumir o Aconchego da Zuzu assim: tradição, coisa de família, comida baiana, muito dendê e simplicidade. Esse é outro daqueles esconderijos que Salvador guarda para os mais espertos. Em uma casinha simples, bem familiar, no fim de linha do Garcia, mal dá para perceber que ali funciona um restaurante, daqueles famosos para quem ama uma moqueca ou um peixe escabeche.

Sem nenhuma sinalização formal, o restaurante funciona assim de forma bem familiar mesmo. Desde 1998, um vai contando para o outro, explicando o endereço, sugerindo os quitutes para apreciar, como uma legítima propaganda boca-a-boca. A história do bar é intimamente ligada à família Barroso, mais especificamente à matriarca Juvência dos Santos Barroso, conhecida como dona Zuzu.

Festeira que só ela,nunca deixou de comemorar o aniversário de nenhum filho, reunir a grande família no quintal e começar a festa. Foi meio assim, em clima de festa, que o restaurante foi abrindo as portas para além da família e o quintal foi recebendo pessoas de todos os cantos da cidade. O quintal, a casa e a família continuam lá, mas a matriarca morreu aos 103 anos em 2011.

(Foto: Reprodução/Facebook)

(Foto: Reprodução/Facebook)

Sob imensas mangueiras, um samba ou uma MPB das mais tradicionais, as mesas ficam lotadas e é preciso chegar cedo aos domingos. O restaurante é bem disputado no fim de semana, justo no dia de reunir a família. O atendimento simpático e afetuoso vem de gerações (são filhos, sobrinhos e netos comandando o serviço), mas o especial mesmo está no tempero baiano. Com receitas de Dona Zuzu, entre os mais pedidos além da moqueca, estão a feijoada de feijão mulatinho (exclusividade dos domingos), a mariscada, o peixe escabeche, a carne do sol ou o siri mole-frito. Não tem dieta que resista!

As atrações musicais também deixam o clima delicioso, a cantora Belpa Mariani fez uma temporada de shows por lá e encerrou neste dia 28. A banda Samba Quem Bossa deve abrir temporada no mês de agosto. Já a média de preços por prato é R$60, o que parece razoável, já que dá pra dividir entre duas, três ou até quatro pessoas, a depender da fome.

E quando você pensa em toda a história da família Barroso, o tempero caseiro, o clima aconchegante e o lugar quase escondido em meio a uma centena de restaurantes lotados de shoppings aos domingos, o almoço fica ainda mais especial.

* Sugestão enviada por e-mail (365salvador@gmail.com) da leitora Débora Teixeira.

+ infos:
Funcionamento: de 12h às 15h (terça a quarta); 12h às 0h (quinta e sexta); só almoço até 18h (sábado e domingo); fecha segunda
Endereço: Rua Quintino Bocayuva, 18, Fim de Linha do Garcia
Tel: 3331-5074
Facebook: Aconchego da Zuzu

motivo #209

This entry was written by carolangom and published on July 28, 2013 at 11:45 pm. It’s filed under esconderijo, Paladar and tagged , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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