365 motivos para amar Salvador

14 de agosto – Museu Afro-Brasileiro

Por Carol Andrade

Os imensos painés de Carybé são o ponto alto da visita ao MAFRO (Foto: Divulgação)

Os imensos painés de Carybé são o ponto alto da visita ao MAFRO (Foto: Divulgação)

Inaugurado em 1982, o Museu Afro-Brasileiro, conhecido também como MAFRO, foi acolhido no prédio histórico da primeira Escola de Medicina do Brasil, ali no Pelourinho. Este é um dos poucos no país a tratar exclusivamente das culturas africanas e sua presença na formação da cultura brasileira. A ideia de defender, divulgar e estudar a cultura afro-brasileira é o forte do museu que conta com acervo de origem ou inspiração africanas, mas reúne também muitas peças de origem brasileira.

No acervo, são ferramentas, artesanatos, máscaras, tecidos, cerâmicas, adornos, trajes, instrumentos musicais, jogos e tapeçarias  e armas. A maior parte desta Coleção Material Africana é originária da África Ocidental, principalmente do Golfo do Benin, ligada aos grupos étnicos yorubá e fon. Também existem alguns artefatos originários da África Central, da área do Congo, Angola e da África Oriental, de Uganda e Moçambique.

Mas lá adiante, dentro da Coleção Material Afro-Brasileira, o museu reserva uma boa surpresa: são os 27 painéis dos Orixás, criados pelo nosso querido Carybé. Não tem quem não se encante pela imensidão e força dessas obras, o que torna esse momento um dos mais especiais no museu.

Dentro desse eixo afro-brasileiro, a coleção está dividida em quatro categorias: Artes Plásticas, Cultura Material Religiosa Afro-Brasileira e ainda Capoeira, Blocos Afros e Folguedos, sendo que estas duas últimas estão armazenadas em reserva técnica, ou seja, indisponíveis para a visitação.

Um dos responsáveis pela origem do museu foi Pierre Verge, que já na década de 70 planejava o projeto, além da arquiteta Jacyra Oswald e da etnolinguista Yeda Pessoa de Castro. Já o Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO), também foi o executor do programa que deu origem ao Museu e ainda hoje é responsável pela sua manutenção.

O MAFRO é importante porque preserva, valoriza e divulga as culturas africanas e afro-brasileira. É um espaço de identidade e memória da população afro-descendente e dos próprios soteropolitanos. Este é mais um daqueles lugares obrigatórios para conhecer a cidade. Afinal, fala da nossa cultura, das nossas memórias e da nossa história. A dica é reservar uma manhã tranquila para desbravar esse pequeno, porém não menos importante, museu.

+ infos:
Museu Afro-Brasileiro: Site e Facebook
Endereço: Largo do Terreiro de Jesus s/n, Prédio da Faculdade de Medicina da Bahia, Centro Histórico
Tel: (71) 3283-5540
Funcionamento: 9h às 17h (segunda a sexta), encerrado temporariamente aos sábados e fechado (domingos e feriados)
Ingressos: R$6 e R$3 (inteira e meia)

motivo #226

This entry was written by carolangom and published on August 14, 2013 at 7:15 pm. It’s filed under música, passeio, programa barato and tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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