365 motivos para amar Salvador

15 de setembro – Balaustradas de Salvador

Por Carol Andrade

Em frente ao Hospital Espanhol, na Barra (Foto: 365 Salvador)

Em frente ao Hospital Espanhol, na Barra (Foto: 365 Salvador)

As balaustradas caiadas de branco, aquelas muradas de cimento, circundam a orla da cidade em diferentes desenhos e formatos. Talvez muita gente saiba, mas eu devo confessar que nunca imaginei que as balaustradas de Salvador fossem tão antigas e nunca tinha notado que em cada região, existe suas especificidades. Hoje elas estão nas proximidades da Igreja do Bonfim, na Praça Municipal, na Praça Castro Alves,  na Ladeira e no Porto da Barra, na Avenida Oceânica e na Praia da Paciência, no Rio Vermelho.

Algumas outras estão espalhadas aos pedaços em outras regiões, como na Rua Visconde de Mauá, no Dois de Julho (na vizinhança da antiga casa de Maria Bethânia) e outras já desapareceram ao longo dos anos, como a que ficava na rampa do Mercado Modelo. Bem ou mal conservadas, todas são muito antigas e foram trazidas por arquitetos italianos no começo do século XX. Merecem sim ser valorizadas e bem cuidadas.

A balaustrada da Praia da Paciência, no Rio Vermelho (Foto: Reprodução/Google Street View)

A balaustrada da Praia da Paciência, no Rio Vermelho (Foto: Reprodução/Google Street View)

Elas fazem parte da paisagem urbana e se tornaram uma das grandes características da nossa orla. Bonitas, mesmo com seus casuais descuidos, servem de ponto de encontro de turistas, na paquera do Porto da Barra e até como tripé dos fotógrafos amadores de pôr do sol.

Elas também são pisoteadas em épocas de carnaval, pois servem como singelos camarotes na avenida. Debruçados nas balaustradas, os surfistas, pertinho do Barravento, observam o mar e as ondas. Casais namoram encostados, artistas encostam seus quadros e hippies descansam suas bijouterias nelas.

No entorno da Igreja do Senhor Bonfim (Foto: Reprodução/Google Street View)

No entorno da Igreja do Senhor Bonfim (Foto: Reprodução/Google Street View)

As que protegem o entorno da Praça Castro Alves, em frente ao Cine Glauber Rocha, e aquelas vizinhas à prefeitura e ao Elevador Lacerda não podem ser destruídas ou deformadas, pois fazem parte do espaço de tombamento do Centro Histórico. O próprio Palácio Rio Branco possui as suas, confirmando sua arquitetura italiana, já que o projeto foi do prédio foi de Julio Conti.

Suas formas harmoniosas se integram perfeitamente à cidade. São a cara de Salvador e um convite a contemplação. Em todos os casos é possível ver e apreciar o mar. Há quem prefira sentar ou quem prefira se debruçar. Experimente ainda dar uma pausa, tirar uma foto, tomar uma água de coco, ver o sol se pôr, apreciar a vista, jogar conversa fora ou curtir o movimento e o ritmo de Salvador.

+ infos:
Portal A Tarde: Discretas, balaustradas soteropolitanas correm riscos

motivo #258

This entry was written by carolangom and published on September 15, 2013 at 2:56 am. It’s filed under arquitetura, passeio, Soteropolitanidades and tagged , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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