365 motivos para amar Salvador

14 de novembro – Boteco do França

Por Carol Andrade

A viela com mesas espalhadas dá um charme a um dos botecos mais clássicos da cidade (foto: Reprodução/Facebook)

A viela com mesas espalhadas dá um charme especial a um dos botecos mais clássicos da cidade (foto: Reprodução/Facebook)

Numa viela estreita, cadeiras e mesas de madeira, com toalhas vermelhas, se espalham ao melhor estilo boteco. Entre elas, o vai e vem dos garçons, levando cerveja gelada e os famosos petiscos e pratos do Boteco do França. A atmosfera aconchegante e simples revela ainda um atendimento atencioso e um sabor especial da cozinha. Não tem quem resista. O clássico boteco já é, há muitos anos, um dos mais amados pelos soteropolitanos.

E pelo visto também é o preferido da premiação Veja Salvador que considerou, pela décima vez, o melhor boteco de Salvador em 2013. O lugar nasceu de um projeto do jornalista Antonio Rizério (citamos ele aqui!) e os amigos José Raimundo Santos de Almeida e Antônio França, que se tornaram sócios e ainda abririam depois o Boteco do Zé. Depois de muitas brigas, a sociedade se desfez com um acordo: Zé ficou com o Boteco do França e França ficou com o Boteco do Zé, que se transformou no que a gente conhece hoje por Confraria do França.

Frequentado especialmente por jornalistas, publicitários, artistas e intelectuais, o nome dos pratos e petiscos levam alguns nomes de personalidades baianas. Pela localização perfeita (só não para estacionar), ele acabou abrigando boa parte do público boêmio do Rio Vermelho e alguns turistas espertos. Entre os artistas que deram as caras por lá estão os famosos Los Hermanos.

Seja para tomar uma cerveja com os amigos, paquerar, fazer reuniões ou só colocar o papo em dia, o Boteco do França surpreende pelos deliciosos pratos. Ao estilo gourmet, quem comanda a cozinha é Luis Sena, o Tuca, que prepara receitas de frutos do mar até filés. Um dos mais famosos é o arroz de polvo, que serve de duas a três pessoas, a depender da fome. Já entre os petiscos, entre os mais pedidos está o Aninha Franco, que é um purê de abóbora com carne seca. Mas outra boa pedida para a entrada são as ostras defumadas, gratinadas com molho branco. De dar água na boca.

Se do lado de fora reina a badalação e a botecagem, do lado de dentro, o ambiente é mais tranquilo e com cara de restaurante. Perfeito para apreciar melhor a comida, embora a viela e o céu aberto sejam muito mais convidativos. E embora a casa se divida nestes dois ambientes (bar e restaurante), trata-se de um boteco. Esse é o conceito. E por isso, os preços podem parecer bem salgados. A média de um prato custa R$50 a R$65, já uma entrada R$30. Já a cerveja varia entre R$7 e R$9.

Levando em conta que a comida é excelente, o lugar é um clássico, o atendimento é legal e você nunca come sozinho um prato inteiro, os preços parecem até mais justos. Mas eu não quero convencer ninguém, melhor apreciar pessoalmente! Depois vem aqui e conta o que achou.

Para começar o feriado da melhor com um clássico de Salvador.

+ infos:
Boteco do França: Site e Facebook
Veja Salvador: Boteco campeão de 2013
Horário de funcionamento: 18h à 1h (segunda) 12h às 3h (terça a quinta e domingo), 12h às 4h (sexta e sábado)
Endereço: Rua Borges dos Reis, 24A (de frente ao Teatro Sesc)
Telefone: 3334-2734

motivo #318

This entry was written by carolangom and published on November 14, 2013 at 3:11 am. It’s filed under noite, Paladar and tagged , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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