365 motivos para amar Salvador

24 de maio – Carrinho de café

Por Carol Andrade

Foto: Reprodução/Mason Hiatt

Foto: Reprodução/Mason Hiatt

É difícil um carrinho de café passar despercebido. Com o som nas alturas e as cores fortes, ele vai chamando atenção por onde passa. Não tem quem diga que isso é coisa de outro lugar: só podia ser daqui, só podia ser nosso.

Hoje a gente comemora o Dia Nacional do Café e a data não ia passar em branco aqui no blog. É claro que tem vendedor de café espalhado em todo o mundo e cada lugar tem a sua forma criativa de comercializar a bebida, mas Salvador é a única cidade onde o café é vendido desse jeito que a gente conhece. Um carrinho, que lembra um trio elétrico, com direito à guia de direção, muitas cores, um som potente e muitas garrafas térmicas.

Foto: reprodução/Living Design

Foto: Reprodução/Living Design

Espalhados pela cidade, os carrinhos de café podem ser encontrados especialmente no centro de Salvador. E a impressão é que eles estão ainda mais concentrados ali pelo Pelourinho e Praça da Sé. Mas quem é da terra, ou mora por aqui, sabe que eles já fazem parte do cenário urbano, dando mais energia à paisagem.

Ninguém sabe muito bem da onde essa ideia veio, mas é possível que tenha surgido na década de 70, para facilitar a vida dos vendedores de café, que levavam um peso danado com a guia cheia de térmicas.

O carrinho de café é feito geralmente de madeira ou alumínio e custa em média R$450. Mas muitos deles são feitos de materiais recicláveis e construídos pelo próprio dono. Já o preço do ‘menorzinho’ é vendido por pouco menos de R$1. Sempre quentinho, as opções variam entre o café puro, o café com leite e tem até chocolate.

Quanto aos apetrechos, tem carrinho de café equipado com televisão, DVD e som com controle remoto, tudo pra atrair a clientela. E para levantar a autoestima dos trabalhadores, na década de 80 o marchand e colecionador Dimitri Ganzelevitch criou o Concurso de Carrinho de Café, que elegia a cada ano o mais criativo dos carrinhos.

O concurso perdeu a força por falta de incentivo. E o último que aconteceu foi no ano de 2007. Em Salvador, uma média de cem ambulantes ainda vendem café nos carrinhos. Para uma coisa tão genuinamente soteropolitana, o número parece pouco. Mas se as vendas do café não vão muito bem, o soteropolitano trabalhador já adaptou o carrinho de café para o trio Mp3. É, a criatividade não para por aqui. Mas vamos com calma, que hoje é só o Dia do Café!

Confira a reportagem do programa Mosaico Baiano sobre o carrinho de café:

motivo #144

This entry was written by carolangom and published on May 24, 2013 at 8:40 pm. It’s filed under Soteropolitanidades and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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